Adeus, minha amada!

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Fico acordado toda madrugada
Pois teus olhos estão a me prender
Alimentando minha eterna ilusão
De que um dia o teu coração
Também vai me querer

Olho para o céu nessa noite gelada
E as estrelas começam a me entristecer
Lembrando-me do teu sorriso
Que sempre me deixa indeciso
E novamente começo a sofrer

E nessa solidão minha alma fica assustada
E a falta de fé começa a aparecer
Mostrando o quão cruel pode ser o amor
Que causa essa imensa dor
E nos faz querer morrer

Mas sempre serás a minha amada
E não importa o que vai acontecer
Estou torcendo para que meus versos
Percorram todos os Universos
Para que saibas que nunca vou te esquecer

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Teu Encanto

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O doce sorriso que tinhas
E o encanto que teu olhar trazia,
Conduziam minha mente por
Um eterno devaneio de alegria

 Teu adorável semblante
Tornava impossível
Não te admirar a todo instante.

Contemplada pela sua formosura

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Minh’alma se encontrava desolada
E a esperança estava a lhe deixar
Mas seus olhos trouxeram a lembrança
de uma paixão que está pra começar

Meu coração andava partido
E em dores estava a se afogar
Seu sorriso trouxe a lembrança
Que isso logo iria passar

Sua alma foi uma brisa de ar fresco
Para alguém que estava sem respirar
Ainda que não entenda, sua presença,
traz coisas que não consigo explicar

Você, muitas vezes, é como o Sol
Algumas pessoas a olham sem valorizar
Enquanto outras agradecem todo dia
A oportunidade de poder te apreciar

É verdade que lhe vi poucas vezes
Mas isso não é algo que deva importar
Ainda que lhe visse todos os dias,
o que sinto não é algo que iria passar

Sinto que nos conhecemos de outras vidas
e algo assim é louco de se pensar
mas quando olho pra você,
é impossível nessa loucura não acreditar.

Charles Baudelaire – A que está sempre Alegre

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 A que está sempre Alegre

Teu ar, teu gesto, tua fronte
 São belos qual bela paisagem;
 O riso brinca em tua imagem
 Qual vento fresco no horizonte.

A mágoa que te roça os passos
 Sucumbe à tua mocidade,
 À tua flama, à claridade
 Dos teus ombros e dos teus braços.

As fulgurantes, vivas cores
 De tua vestes indiscretas
 Lançam no espírito dos poetas
 A imagem de um balé de flores.

Tais vestes loucas são o emblema
 De teu espírito travesso;
 Ó louca por quem enlouqueço,
 Te odeio e te amo, eis meu dilema!

Certa vez, num belo jardim,
 Ao arrastar minha atonia,
 Senti, como cruel ironia,
 O sol erguer-se contra mim;

E humilhado pela beleza
 Da primavera ébria de cor,
 Ali castiguei numa flor
 A insolência da Natureza.

Assim eu quisera uma noite,
 Quando a hora da volúpia soa,
 Às frondes de tua pessoa
 Subir, tendo à mão um açoite,

Punir-te a carne embevecida,
 Magoar o teu peito perdoado
 E abrir em teu flanco assustado
 Uma larga e funda ferida,

E, como êxtase supremo,
 Por entre esses lábios frementes,
 Mais deslumbrantes, mais ridentes,
 Infundir-te, irmã, meu veneno!

Lord Byron – Adeus

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Adeus

Adeus! e para sempre embora,
Que seja para nunca mais:
Sei teu rancor - mas contra ti
Não me rebelarei jamais.

Visses nu meu peito, onde a fronte
Tu descansavas mansamente
E te tomava um calmo sono
Que perderás completamente:

Que cada fundo pensamento
No coração pudesses ver!
Que estava mal deixá-lo assim
Por fim virias a saber.

Louve-te o mundo por teu ato,
Sorria ele ante a ação feia:
Esse louvor deve ofender-te,
Pois funda-se na dor alheia.

Desfigurassem-me defeitos:
Mão não havia menos dura
Que a de quem antes me abraçava
Que me ferisse assim sem cura?

Não te iludas contudo: o amor
Pode afundar-se devagar;
Porém não pode corações
Um golpe súbito apartar.

O teu retém a sua vida,
E o meu, também, bata sangrando;
E a eterna ideia que me aflige
É que nos vermos não tem quando.

Digo palavras de tristeza
Maior que os mortos lastimar;
Hão de as manhãs, pois viveremos,
De um leito viúvo despertar.

E ao achares consolo, quando
A nossa filha balbuciar,
Ensiná-la-ás a dizer "Pai",
Se o meu desvelo vai faltar?

Quando as mãozinhas te apertarem
E ela teu lábio -houver beijado,
Pensa em mim, que te bendirei
Teu amor ter-me-ia abençoado.

Se parecerem os seus traços
Com os de quem podes não mais ver,
Teu coração pulsará suave,
E fiel a mim há de tremer.

Talvez conheças minhas faltas,
Minha loucura ninguém sabe;
Minha esperança, aonde tu vás,
Murcha, mas vai, que ela em ti cabe.

Abalou-se o que sinto; o orgulho,
Que o mundo não pôde curvar,
Curvou-se a ti: se a abandonaste,
Minha alma vejo-a a me deixar.

Tudo acabou - é vão falar -,
Mais vão ainda o que eu disser;
Mas forçam rumo os pensamentos
Que não podemos empecer.

Adeus! assim de ti afastado,
Cada laço estreito a perder,
O coração só e murcho e seco,
Mais que isto mal posso morrer.

Lord Byron

De Outras Vidas

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Fechar meus olhos é mergulhar no seu olhar
Tão profundo como um oceano
mostrando que não é engano
que de outras vidas já me fazia suspirar

Contemplar o seu sorriso é uma forma de sonhar
Tão belo como uma estrela
trazendo essa certeza
que em outros mundos também o pude admirar

Sentir sua alma é o que me faz acreditar
Tão verdadeira como o amor
escondendo uma dor
que de outro lugar já vinha me encantar

Conversar com você é uma forma de me inquietar
Tão hesitante ao futuro
deixando-me inseguro
pois nessa vida também vai me deixar.

155 Dias

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Eu, solitário, estava encostado no corrimão perto da rampa, e uma menina, rodeada de pessoas, passou por mim. No meio de todas aquelas pessoas, ela se destacou e me encantou instantaneamente. Ela parecia ter saído dos meus sonhos e eu sentia isso na alma dela. Nesse momento, pude perceber em mim mesmo que a minha alma estava sorrindo, jamais havia sentindo algo assim. Conseguia ver em meus olhos o quanto estava encantado por aquela menina que hoje sei que se chama Sofia. Ao mesmo tempo, também via a covardia e o medo começarem a me dominar, me impedindo de tentar falar com você. Conseguia ver tudo isso em mim, já havia sentido tudo isso naquele momento em que te vi, mas agora eu estava me olhando sentir tudo aquilo. Estava presenciando o albor de todos os sentimentos que me dominam até hoje. Estava observando o início da minha grande paixão!

Quando vi aquela menina que dominaria o meu coração passar novamente na frente do meu eu do passado, senti tudo o que já havia sentido desde 29 de fevereiro até o meu hoje. Cada sentimento, cada pensamento e cada momento que tive com ela, vieram como um tsunami em mim. Por um mísero momento, voltei a sentir que me afogava com todos aqueles sentimentos. Era como se minha alma voltasse a sentir uma agonia horrível. Voltei a ficar tão acovardado como o meu eu do passado ficou em relação a Sofia por alguns meses. Sendo sincero, ainda me sinto meio acovardado até hoje perto da maravilhosidade da minha amada. Mas, apesar de tudo isso, estava ali pois realmente precisava falar algo com ela, algo que o meu eu do passado não teve coragem, na verdade, ele ainda não sabia, então não poderia dizer o que eu queria. Não podia me acovardar novamente como já havia feito antes. Então, aproximei-me dela, toquei em seu ombro, e perguntei se ela tinha um minuto. Ela olhou como aquelas pessoas educadas que sempre estão dispostas a ouvir o que alguém tem a dizer com uma certa curiosidade, mas se estava mesmo ou não, jamais saberia. Então comecei a falar, enquanto ela me olhava com um certo olhar de desconfiança.

– Olá, Sofia! Você não sabe quem sou, não faz nem ideia disso, na verdade. Mas estou falando com você agora porque, daqui a mais ou menos 155 dias, você receberá uma declaração de uma pessoa que vai deixar você muito assustada, desconfortável e com um grande medo. Você se sentirá vulnerável, como você mesma irá me dizer em algum dia do nosso futuro. Na verdade, tenho certeza que já estou deixando você desconfortável e assustada. – E era isso o que eu sentia vendo os olhos dela enquanto eu falava. Ela não tinha motivos para acreditar naquilo. Realmente parecia um maluco, mas continuei falando o que precisava. – Mas o motivo de estar aqui agora, Sofia, é que em cada um dos próximos 155 dias e muito além deles, eu me apaixonarei perdidamente por você. Cada vez que penso em você ou te vejo, minha alma volta a se incendiar com o fogo da imensa paixão que sinto. Meu coração se aquece e tudo parece ter mais cores e sentidos em minha vida do que tinham antes. O meu ser fica de joelhos por você! Não se assuste, por favor! Sei que parece algo doido, daqui a 7 meses, quando eu me declarar, também vai ser, mas sabe por que precisava dizer isso a você agora? Porque eu quero esses 155 dias que não tive. Quero conversar com você em cada um deles. Quero conhecer você em cada um desses dias. Quero me apaixonar em cada um deles, mas com você sabendo que existo e sabendo o que sinto. Não quero me apaixonar escondido e me torturar com pensamentos que apenas me fazem sofrer. Quero escrever poemas felizes sobre você! Quero gritar desde já o que sinto ao mundo! Gritar a paixão que tenho por você! Mas eu jamais terei esses 155 dias, Sofia. E jamais terei porque aquele idiota ali, não falará com você tão cedo. Ele viverá e sofrerá com os próprios receios e devaneios. Mas daqui a 155 dias, ele terá um momento de coragem em meio a um oceano de covardia. Realmente queria muito ter esses 155 dias, Sofia. Mas não posso mudar o passado. Aliás, mesmo que pudesse, talvez não fizesse isso. Por mais que eu queira esses dias extras, sinto que por mais doido que possa parecer, estamos indo por um caminho bom, depois de todo o medo e desconforto, não que eles tenham sumido completamente. Obviamente, minha amada, ainda que você esteja com esse rosto assustado e desconfortável por escutar isso tudo de um maluco que diz ter vindo do futuro, você não se lembrará do meu lamento e desejo de querer ter esses 155 dias. Não lembrará porque isso tudo não é real. Isso tudo é um sonho do qual acordarei daqui a pouco. E, quando acordar, ainda vou querer ter esses 155 dias, mas jamais poderia fazer algo para tê-los. A única coisa que até mesmo nesse sonho é real e muito intensa, é o que sinto por você. Jamais duvidei e nem duvidarei que sou perdidamente apaixonado por você, Sofia! Apenas queria que você soubesse disso desde o primeiro momento em que te vi.

A Sofia sorriu com um teor assustado de quem olha para algo que não entende, após contemplar o seu sorriso encantador, acordei.